segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Melhores do Brasileirão 2015


A segunda após a última rodada do Brasileirão é tradicionalmente marcada pela entrega dos prêmios de melhores jogadores de diferentes rankings e entidades. Reuni aqui cinco listas em que jornais/sites/entidades escolheram os destaques do Campeonato Brasileiro 2015. Nem todas utilizam os mesmos critérios. Das selecionadas, Bola de Prata, Armando Nogueira e Lance! seguem uma lógica semelhante: seus analistas avaliam rodada a rodada todos os jogadores que entraram em campo pelos 20 clubes da série A e conferem notas a eles. No final, são premiados aqueles que obtiveram a melhor média. Já o prêmio da CBF é feito com em uma votação realizada pela própria entidade com jogadores, técnicos e capitães dos times da série A. Por fim, com uma proposta completamente diferentes, achei interessante também montar o que seria a seleção do Cartola FC, com base na média de pontos dos jogadores. Média essa que no fantasy game é determinada a partida de estatísticas que conferem pontos aos atletas. Assim, quem fez gol, deu assistência, roubou bolas recebe uma pontuaão determinada para cada item.  Para evitar distorções, apenas considerei atletas que disputaram mais de 10 partidas pelos seus clubes na seleção do Cartola.

O esquema adotado em todas as seleções foi o 4-4-2, com dois volantes e dois meias no meio-campo.

Nessa brincadeira, uma compilação de diferentes prêmios, misturando critérios, apenas um jogador está presente nas cinco seleções do campeonato: Elias, volante do Corinthians. Destaque também para outro atleta do time paulista como Renato Augusto,  eleito o craque do campeonato nas quatro premiações e "esquecido" apenas na seleção do Cartola.

E na sua opinião, como seria a sua seleção do campeonato? Em sublinhado, os craques de cada seleção.

Bola de Prata
Marcelo Grohe (Grêmio)
Rafael Galhardo (Grêmio)
Gil (Corinthians)
Pedro Geromel (Grêmio)
Douglas Santos (Atlético-MG)
Elias (Corinthians)
Rafael Carioca (Atlético-MG)
Renato Augusto (Corinthians)
Jadson (Corinthians)
Luan (Grêmio)
Lucas Pratto (Atlético-MG)

Armando Nogueira
Weverton (Atlético-PR)
Patric (Atlético-MG)
Jemerson (Atlético-MG)
Pedro Geromel (Grêmio)
Douglas Santos (Atlético-MG)
Gabriel (Palmeiras)
Elias (Corinthians)
Renato Augusto (Corinthians)
Jadson (Corinthians)
Luan (Grêmio)
Luan (Atlético-MG)


CBF
Cássio (Corinthians)
Marcos Rocha (Atlético-MG)
Gil (Corinthians)
Jemerson (Atlético-MG)
Douglas Santos (Atlético-MG)
Elias (Corinthians)
Rafael Carioca (Atlético-MG)
Renato Augusto (Corinthians)
Jadson (Corinthians)
Luan (Grêmio)
Ricardo Oliveira (Santos)

Lance!
Vanderlei (Santos)
Fagner (Corinthians)
Felipe (Corinthians)
Gil (Corinthians)
Zeca (Santos)
Ralf (Corinthians)
Elias (Corinthians)
Jadson (Corinthians)
Renato Augusto (Corinthians)
Biro-Biro (Ponte Preta)
Gabriel (Santos)

Cartola
Danilo Fernandes (Sport)
Carlinhos (São Paulo)
Rodrigo (Vasco)
Walisson Maia (Coritiba)
Uendel (Corinthians)
Otávio (Atlético-PR)
Elias (Corinthians)
Jadson (Corinthians)
Felipe Menezes (Goiás)
Nenê (Vasco)
Henrique Almeida (Coritiba)

sábado, 14 de novembro de 2015

Análise do elenco do Botafogo - Ataque

Hoje, a terceira e última parte da análise do atual elenco do Botafogo agora sobre os atacantes. Antes já avaliamos a defesa e meio de campo alvinegros.



Atacantes:
Navarro - Contratado junto com Bazallo, embora desconhecido, foi o integrante da dupla que deu certo. É muito bom no jogo aéreo, mas desfalca constantemente o time por problemas musculares. Seria interessante ver como se comportaria em um novo ano, fazendo a pré-temporada com elenco inclusive.
Neilton - Comparado a Neymar no início da carreira, passou por Santos e Cruzeiro sem sucesso. Chegou também com a série B já em andamento emprestado pelo time mineiro. Terminou o ano como titular, mas não deve continuar pois o salário que recebe é muito acima do teto alvinegro.
Luis Henrique - O mais jovem do elenco: tem apenas 17 anos. Foi o artilheiro da equipe sub-17 na disputa da Copa do Brasil e com o desfalque dos atacantes em certa altura da série B, foi promovido aos profissionais. Na sua estreia nos profissionais mostrou que tem estrela e balançou as redes duas vezes.
Sassá - Jogador também da base, mas que já está há algumas temporadas no profissional. É rápido e se destacou entrando no segundo tempo dos jogos. Quando teve uma chance desde o início e correspondeu, marcando três gols contra o Náutico, teve o azar de se machucar na partida seguinte. Rompeu os ligamentos do joelho e vai ficar seis meses parado.
Ronaldo - Era o artilheiro da Copa do Brasil pelo Ituano e foi contratado pelo Botafogo para suprir a ausência de Luis Henrique, convocado para o Mundial sub-17. Mandou três bolas na trave contra o Criciúma, quando teve a chance de ser titular, e fez o gol que garantiu o acesso contra o Luverdense.
Vinícius Tanque - Jogador das divisões de base, é centroavante que explora a força física. Acho fraco e o emprestaria para outro clube.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Análise do elenco do Botafogo - Meio de campo

Continuamos com a série de análise do atual elenco do Botafogo. Hoje, vamos analisar o meio de campo da equipe alvinegra. Ontem, já tínhamos conversado sobre a defesa em um post específico.



Volantes:
Willian Arão - Fez um ótimo campeonato estadual e mostrou uma vocação ofensiva que nunca teve toda sua carreira. É o jogador mais cobiçado do elenco. Apesar de o Botafogo ter prioridade na renovação de seu contrato, alguns jornalistas dão conta que já está acertado com o Flamengo.
Rodrigo Lindoso - Fez um ótimo Carioca pelo Madureira e chegou ao Botafogo logo após  a saída de René Simões. Demorou a ter oportunidades com Ricardo Gomes, mas terminou como titular e camisa 5 da equipe. Entretanto, não acho que essa seja a posição correta dele. Rendia mais no Madureira como segundo volante ou terceiro homem de meio-campo.
Serginho - Também contratado para o segundo semestre. Estava no Guarani e começou o ano na Caldense, vice-campeã mineira. Assim que chegou, assumiu a titularidade, mas perdeu espaço depois.
Camacho - Outro que não estava no Estadual. Começou como meia na base do Flamengo, embora no Botafogo atue como volante. Ganhou a titularidade com a lesão de Fernandes, mas não ficaria com ele para o ano que vem.
Airton - Esse é um caso curioso. Estava no grupo que fez a pré-temporada no início do ano, mas tinha um salário muito alto, acima do teto estipulado pela nova diretoria. Chegou a negociar uma renovação por termos mais baixos e não aceitou.  Ficou sem clube depois disso e acertou a volta ganhando bem menos pois a equipe não tinha nenhum camisa 5. No entanto, jamais entrou em campo. Não faz sentido continuar se não é sequer relacionado. Mas se não continuar por que então trouxeram de volta?
Bazallo - Chegou ao Botafogo depois da saída de Marcelo Mattos, Bil e cia. Tem o mesmo empresário de Navarro, mas nunca entrou em campo e quase não é relacionado. Como nunca vi jogar, não sabemos se tem qualidade. Mas outro que não faz sentido renovar.
Dierson - Alçado ao time com a saída de Marcelo Mattos, mostrou-se inseguro. Como o contrato vai até o final de 2016, vai continuar. Talvez seria interessante emprestar o garoto para que ele adquira mais experiência.

Meias:
Daniel Carvalho - Começou no Inter, tem passagens pela Europa e até pela Seleção Brasileira. Estava aposentado do futebol desde 2013 e passou o primeiro semestre utilizando as dependências do clube para manter a forma. O Botafogo acabou oferecendo um contrato para o segundo semestre. É um dos jogadores com maior qualidade técnica do elenco, no entanto tem muitos problemas físicos e dificilmente completa uma partida. Seu desempenho no segundo tempo quando começa como titular sempre cai.
Fernandes - Subiu no início do ano para os profissionais. Fez um bom Carioca entrando no segundo tempo, mas começou a perder espaço depois. Quando voltava a recuperá-lo, teve uma contusão que o afastou dos gramados.
Elvis - Contratado no início do ano, demorou muito a ter uma oportunidade por conta de problemas físicos. Fez o gol que garantiu a conquista da Taça Guanabara para o Botafogo. Na reta final da série B, tem sido preterido.
Diego Jardel - Veio do Avaí e foi titular no início do ano. Lento e irregular, não consegue manter a titularidade no time.
Gegê - Surgiu na equipe do Botafogo de 2013 de Seedorf e cia. Naquele ano, fez boas partidas, inclusive marcando em um clássico contra o Flamengo. Mas parece que o seu futebol se perdeu no tempo.
Lulinha - Indicação de René Simões que trabalhou com ele no Bahia. Pode atuar como meia ou segundo atacante. Sem René, perdeu espaço e não deve continuar.
Octávio - Jogador das divisões de base, já foi emprestado algumas vezes e tem um contrato mais longo. Na última, estava na Fiorentina, da Itália. Emprestaria ele novamente.
Tomas Bastos - Vice-artilheiro da série B no ano passado pelo Boa Esporte. Fez o gol da vitória contra o Flamengo no Carioca (com a ajuda do goleiro) e só. Nunca repetiu as atuações da temporada passada.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Análise do elenco do Botafogo - Defesa

Com o principal objetivo do ano alcançado com três rodadas de antecedência, o Botafogo precisa (e deve) começar a planejar o seu elenco para 2016. Para a disputa da série B, a diretoria apostou na contratação de jogadores que tinham experiência na competição e tinham sido destaques por suas equipes em 2014. Para 2016, no entanto, o pensamento tem que ser outro. O contrato da maior parte dos jogadores se encerra ao final dessa temporada. Os investimentos e a folha do departamento de futebol vão aumentar, mas não muito. E esse será o principal desafio: saber investir com inteligência e criatividade para o próximo ano, montando um time competitivo. Mas antes das contratações, uma avaliação do atual elenco precisa ser feita para ver que tem condições de disputar a primeira divisão ano que vem. Vamos, então, fazer uma análise do nosso elenco atual, separando-o em três publicações distintas, uma a cada dia (defesa, meio-campo e ataque). 




Goleiros
Jefferson - Líder, capitão e grande estrela do time. A formação do novo elenco começa a partir dele.
Helton Leite - Com a chegada de Ricardo Gomes, passou a ser o reserva imediato de Jefferson. Deve continuar até porque Jefferson desfalca com certa frequência a equipe com as convocações para a Seleção.
Renan - Perdeu espaço no elenco. Deve sair para buscar uma equipe que possa ser titular.
Saulo - Quarto goleiro do elenco deve virar o terceiro ano que vem.

Zagueiros
Renan Fonseca - Um dos primeiros que a diretoria procurou para renovar, embora ainda não tenha acertado. Desperta interesse do São Paulo também. Joga com seriedade e dificilmente fica machucado/suspenso, mas é bem limitado tecnicamente.
Roger Carvalho - Voltou a ser titular com Ricardo Gomes. É um zagueiro-artilheiro: faz muitos gols de cabeça. Poderia continuar para compor elenco.
Diego Giaretta - Décimo segundo jogador da equipe. É zagueiro de origem, mas também atua como lateral-esquerdo e volante. No entanto, acho que não cumpre nenhuma função com segurança. Não ficaria com ele para o ano que vem.
Alisson - Jovem zagueiro, veio do Paraná no início do ano. Quase não teve oportunidades na série B, jogando apenas uma partida. Não continuaria com ele.
Emerson - Zagueiro oriundo da base. Também teve poucas oportunidades, mas tem contrato mais longo.

Laterais-direitos
Luis Ricardo - Emprestado pelo São Paulo, virou titular com a venda de Gilberto. É experiente e avança bem. Mas é displicente em alguns lances e deixa muitos buracos na marcação.
Diego - Também da base. Jogou pouco, mas ganhou confiança após a partida com o Sampaio Corrêa em que deu duas assistências. Nesse mesmo jogo, no entanto, mostrou bastante dificuldade na marcação.

Laterais-esquerdos
Thiago Carleto - Também pertence ao São Paulo, que paga parte de seu salário. O Tricolor já sinalizou que se o Botafogo tiver interesse em continuar com o jogador, precisa bancar o seu salário integralmente. Seu ponto forte são as cobranças de falta. Falha muito na marcação e é perseguido pelo torcida. Não continuaria com ele.
Jean - Outro vindo da base alvinegra.  Seu contrato termina no fim desse ano. Nos profissionais, mostrou muita timidez. Não renovaria com ele.
Pedro Rosa - Chegou depois do Estadual após ser um dos destaque do Volta Redonda. Jogou pouco no início da série B (apenas 4 jogos) e não foi bem.  Sequer é relacionado. Como o contrato termina no fim do ano, não vai ficar.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Quadrilha (dos técnicos)


O Cruzeiro que foi bicampeão brasileiro com MARCELO OLIVEIRA e o demitiu, que foi substituído por VANDERLEI LUXEMBURGO, que começou o ano no Flamengo, que não satisfeito, contratou CRISTÓVÃO, que só não dirigiu nos grandes do Rio o Botafogo, que apostou em RENÉ SIMÕES no início do ano, que tinha sido dirigente no Vasco, que foi campeão carioca com DORIVA, que já havia treinado o Atlético-PR , que tentou escapar do rebaixamento do paranaense com ENDERSON MOREIRA, que atualmente treina o Fluminense, que teve como treinador nesse Brasileirão RICARDO DRUBSCKY, que ano passado era técnico do Goiás, que começou o campeonato com HÉLIO DOS ANJOS, que foi substituído por JULINHO CAMARGO, que trabalhou no início de carreira com a base do Grêmio, que iniciou o ano com FELIPÃO, que teve como última grande conquista em clubes a Copa do Brasil de 2012 pelo Palmeiras, que deu carta branca para montar um novo elenco esse ano com as contratações indicadas por OSWALDO DE OLIVEIRA, que já treinou os quatro grandes de Rio e SP, como, por exemplo, o Santos que foi campeão paulista com MARCELO FERNANDES que já fazia parte da comissão técnica do time assim como MILTON CRUZ, auxiliar do São Paulo que contratou um técnico estrangeiro JUAN CARLOS OSORIO, assim como o Inter fez no início do ano com DIEGO AGUIRRE, que foi campeão estadual com a equipe, assim como o Atlético Mineiro de LEVIR CULPI, que faz um trabalho de longo prazo assim como o Sport de EDUARDO BAPTISTA, técnico da nova geração assim como  MARQUINHOS SANTOS, que foi demitido no início do Brasileirão após uma sequência negativa de resultados pelo Coritiba do assim como o HEMERSON MARIA, que subiu da série B para a A com o Joinville em 2014, junto com um de seus maiores rivais, o Avaí comandado por GILSON KLEINA, único treinador do Leão da Ilha na edição de 2015 do Brasileirão, mesma situação da Chapecoense de VINÍCIUS EUTRÓPIO  que já foi treinador de outro time de Santa Catarina, o Figueirense em 2013 e 2014 sendo demitido e substituído por GUTO FERREIRA que estava na Ponte Preta eliminada pelo Corinthians de TITE no Paulista.


MARCELO OLIVEIRA está no Palmeiras, Luxemburgo acabou de ser demitido do Cruzeiro, CRISTÓVÃO está desempregado, RENÉ SIMÕES no Figueirense, DORIVA na Ponte Preta, ENDERSON MOREIRA no Fluminense, RICARDO DRUBSCKY no Osasco Audax, HÉLIO DOS ANJOS no ABC, JULINHO CAMARGO no Goiás, FELIPÃO foi para a China, OSWALDO DE OLIVEIRA está em outro grande do eixo Rio-SP, o Flamengo, MILTON CRUZ E MARCELO FERNANDES voltaram ao cargo de assistente técnico respectivamente de São Paulo e SANTOS, OSORIO balançou, mas não caiu no São Paulo, AGUIRRE não teve a mesma sorte e foi demitido do Inter, LEVIR e EDUARDO BAPTISTA seguem em seus clubes, MARQUINHOS SANTOS e HEMERSON MARIA procuram emprego, GILSON KLEINA e VINÍCIUS EUTRÓPIO seguem em terras catarinenses, GUTO FERREIRA espera uma nova proposta de trabalho e TITE quer repetir a história e ser campeão mais uma vez pelo Corinthians. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Início de temporada

Da base que foi campeã carioca no ano passado, já saíram Gilberto, Antônio Carlos, Andrezinho, Fellype Gabriel, Vitinho, Seedorf, Bruno Mendes e Rafael Marques.

Deixaram a equipe ao fim do Brasileirão também os atacantes Alex e Hyuri e o volante Lucas Zen.

Pela lista, dá para perceber que as maiores perdas foram do meio para frente. Mas a reposição para a temporada de 2014 consistiu na contratação de volantes (Rodrigo Souto, Bollati e Aírton). Só um meia foi contratado, Jorge Wágner, e um atacante, Ferreyra.

Não é necessário muito esforço para perceber que o elenco ficou mais fraco quando na verdade deveria acontecer justamente o contrário: depois de 17 anos sem disputar a Libertadores, a torcida esperava mais reforços.

Os nomes especulados, a maioria deles jogadores estrangeiros, deixaram os torcedores empolgados. Mas no final nenhuma das contratações se confirmou. Assim, foi com Zeballos, Forlán, Neílton, Kleber, William José e Maxi López.

O time tem poucas opções no ataque: Ferreyra e Elias parecem ser os mais expressivos. Mas estão longe, muito longe de serem jogadores de destaque. Elias se machucou com frequência ano passado e não fez a pré-temporada com o elenco em 2014. Ferreyra já treina com o grupo há algumas semanas, mas até agora não teve sua situação regularizada e, ao que tudo indica, fará sua estreia com a camisa alvinegra já em Quito.

Talvez a tática da diretoria seja esperar os jogos contra o Deportivo Quito para depois reforçar o elenco. Pode ser. Mas também aí já pode ser tarde demais. Se o Botafogo não passa, seria um vexame. Só restaria então o campeonato carioca para a equipe no primeiro semestre. Mas no estadual ao optar por utilizar uma equipe reserva nos dois primeiros jogos e com a mudança de fórmula na competição, o alvinegro já ficou para trás.

O time B que disputa o Carioca é muito fraco. Poucos se salvam. A maior parte da equipe é formada por garotos muito novos que oscilam muito. Como são muito jovens, não podem ser cobrados como jogadores tarimbados. Quem se destacar nesse time reserva pode ganhar uma chance na Libertadores. Mas imagine: time precisando da vitória (ou empate) para se classificar contra o Deportivo Quito. Quem vai entrar para mudar o panorama do jogo? Sassá? Henrique?

É torcer para que as próximas semanas tragam notícias boas para o Botafogo. De preferência, notícias envolvendo reforços.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A luta pacífica de Marcelo Moreira por um jornalismo mais seguro

Quatro dias sem notícias. Tim Lopes saiu da sede da TV Globo no Jardim Botânico para gravar uma matéria em um baile funk na Vila Cruzeiro no dia 2 de junho e não voltou mais.  A morte, no entanto, só foi confirmada no dia 5 quando a polícia prendeu dois bandidos de uma quadrilha que presenciara a morte do jornalista.

“A morte do Tim foi algo muito traumático. Já existiam outros casos (de jornalistas mortos durante o trabalho), mas nenhum deles era tão famoso”, lembra Marcelo Moreira, então chefe de reportagem de Tim Lopes e um dos primeiros a receber a notícia.

Marcelo Moreira esteve no auditório da CPM (Central de Produções Multimídias)  da UFRJ no último sábado (dia 17) conversando com um grupo de 30 alunos sobre sua experiência profissional e sua atuação em organizações que investem e trabalham para a segurança de repórteres em todo o mundo.


A morte brutal de um colega durante o exercício da profissão acendeu em Marcelo um sinal amarelo. Um grupo de jornalistas começou a discutir os rumos da profissão em uma lista na internet e em encontros pelo Brasil. Em uma dessas reuniões, foi criada em dezembro de 2002, em São Paulo, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

Um dos fundadores da associação e atual presidente, Marcelo explica a atuação da Abraji. “Não somos um sindicato nem produzimos reportagens. Estamos unidos em torno de objetivos comuns: fazer um bom jornalismo e garantir técnicas melhores de investigação”.

Atualmente, Marcelo também é um dos membros do quadro executivo do Insi (International News Safety Institute), organização fundada em 2003 que realiza treinamentos para repórteres que atuam em áreas de risco ou em cidades violentas.

O primeiro treinamento do instituto no Brasil foi realizado no ano de 2006 com cerca de 100 jornalistas, 50 em São Paulo e 50 no Rio de Janeiro. “Nunca o Insi tinha treinado tantos jornalistas de uma só vez”, conta Marcelo.  A demanda pelo curso em São Paulo cresceu, principalmente, depois que o repórter Guilherme Portanova foi sequestrado por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) enquanto lanchava.

Desde então, outros dois cursos foram ministrados, um em 2010 e outro dois anos depois. No último, 12 repórteres tiveram aulas para que, no futuro, se tornem treinadores e não seja mais necessário importar a força de trabalho estrangeira.

Em sua página na web, o Insi mantém atualizado um ranking com a lista de jornalistas mortos enquanto trabalhavam. Em 2013, o Brasil ocupa a 6ª colocação na lista com três vítimas fatais . “A situação no Brasil é ruim. Síria, Egito, Somália, Índia e Paquistão têm mais jornalistas mortos, mas estão em guerra civil”, explica Marcelo.

A realidade das mortes no Brasil, no entanto, é bem diferente da de Tim Lopes. “O caso dele foge do perfil do jornalista que é assassinado em nosso país. Todos os bandidos foram presos e condenados”. Marcelo lembra ainda que, na maior parte dos casos, os repórteres assassinados trabalham em cidades do interior, em veículos menores. “Os crimes não ganham espaço na mídia e a investigação não é feita como nas grandes cidades”, lamenta Moreira.

Como editor chefe do RJTV 2ª edição, Marcelo Moreira também está preocupado com as agressões que os colegas de profissão vêm sofrendo durante a cobertura dos protestos  e admite que muitos repórteres têm medo de cobrir os eventos. A preocupação é tamanha que a emissora já cogita a hipótese de não cobrir as manifestações. “Não estamos mais mandando repórteres”, admite.

Marcelo ressalta que o objetivo da emissora é sempre informar de maneira correta, mas vê obstáculos nas atitudes agressivas de alguns manifestantes. “Se a gente parar de cobrir como vai ser? A informação vai ser dada por terceiros e a sociedade acaba sendo prejudicada”.